Esqueçam as meias, cuecas, gravatas e camisas sem graça! Já se o que quero de natal!
Aposto que já tem gente mudando de pedido!
Esqueçam as meias, cuecas, gravatas e camisas sem graça! Já se o que quero de natal!
Aposto que já tem gente mudando de pedido!
Ele aparecia vez ou outra lá em casa sem ser convidado. E caso o meu pai estivesse na sala vendo a Globo, o rapaz se prostrava em frente à TV com o punho erguido, em sinal de protesto. Ficava assim, parado, sem dizer nada.
Só saía de lá quando meu pai atirava o controle remoto nele.
- Ô menino chato. Vai catar um emprego, seu bosta.
Apesar de tudo, eu gostava do Daniel. O sujeito era caladão, circunspecto; praticamente um amigo imaginário.
- Daniel, vamos jogar Banco Imobiliário?
- Diversão pequeno-burguesa? Não, obrigado.
- Vamos lá. Depois eu deixo você panfletar pra minha família.
- Que venha o Banco Imobiliário.
Trouxe o jogo. Daniel rolou o dado e começou a andar lentamente as casas.
- “Caminhando e cantando essa mesma canção…”
- Peraí, Daniel. Vai ficar fazendo passeata com o peão? Anda logo.
- “Somos todos iguais…” Parei no Brooklyn. O que eu faço aqui?
- Esse bairro é meu. Me paga 20 cruzeiros.
- Não reconheço o seu direito à propriedade.
- Vá pra porra. Me dá 20 cruzeiros.
Daniel pegou todos os peões do jogo e pôs eles em cima do tabuleiro.
- O que você está fazendo?
- Estou promovendo uma revolução armada. Seu bairro foi confiscado pela minha milícia.
- Mas você não pode fazer isso. É contra as regras do Banco Imobiliário.
- Eu sei. É que a partir de agora estamos jogando o Banco do Proletariado.
- E como isso funciona?
- Bem, você pode ir pra onde quiser. Não há turnos, ninguém precisa jogar dados e nem pagar nada pra ninguém.
- Qual o objetivo então?
- Sei lá… Vamos sair espalhando essas casinhas verdes pelo tabuleiro.
Habitações populares. As pessoas terão onde morar.
Qual era a desse sujeito? Além de confiscar o meu Brooklyn, ele agora estava emporcalhando o jogo com esses conjuntos habitacionais. Isso não podia ficar assim. Peguei o peão dele e coloquei na cadeia. Daniel era agora um preso político. Fui na cozinha e trouxe pão e água para o rapaz.
Expliquei que ele deveria viver em exílio no porão aqui de casa até as coisas se acalmarem. E ainda que resignado, Daniel aceitou sua condição, se retirando em exílio. De vez em quando ele colocava a cabeça pra fora e dava um sinal de vida.
- Ei, já faz uma semana que estou aqui. Como andam as coisas?
- A barra ainda está pesadíssima, Daniel, pesadíssima.
- Reivindico anistia!
- É mesmo? Guardas, um subversivo!
Ele então voltava assustado para o porão. E assim se passaram meses, anos. Até que ele saiu de lá, puto da vida, com uma barba imensa e um fedor de urina insuportável.
- Cansei de brincar.
Essa veio do extinto blog Loser, do Pedro Ivo, o qual suas histórias sempre me faziam rir.
Éééééé!
Isso aí, finalmente nasceu o nosso bloguinho =~)
Esse blog é pra você, que passa horas na frente dessa porcaria de computador, depois de uma infância traumatizante onde você (e eu também) soltamos muita pipa em ventilador, driblamos muito a cadeira da sala com umas pedaladas e canetas de craque e ralou muuuuuuuito radicalmente o joelho no carpete/tapete de casa!
A bolinha de gude é uma unanimidade, procurando fotos sobre a mesma na internet, eis que descubro foto de quem jogando?
Nada mais, nada menos que Samara Felippo jogando as ilustres bolinhas!
Por isso, decreto-a a partir de agora (existia vida antes desse post?) a musa do blog!
Tá! Agora vai gente… Me pergunta o porquê do Freestyle…
O porquê do freestyle? Ah Caralho, é freestyle!
Ficamos devendo só um template decente, o qual Chibrido já está tendo idéias!